Qual o maior dilema que Lilith enfrenta nos dias de hoje?

sexta-feira, 22 de abril de 2011

JACKIE'S STRENGTH

"when you watch her... she cant give the same expressions she used to with her cat eyes and frozen forehead... which is a shame for such an expressive performer, its like some of the magic has gone....."

Eis o comentário que encontrei algures no youtube a propósito da cara da senhora Tori Amos depois de uma cirurgia plástica. E digo é algo que custa a reconhecer quando ela, mais do que ninguém nos pediu ao longo destes anos, a nós mulheres para descermos do pedestal em que nos colocámos durante séculos para não pensarmos muito no que os homens andavam a fazer aí em baixo. Ainda não cheguei aos 50, mas uma coisa eu sei. Sei que andamos infestados de espelhos mediáticos que nos mostram que mulheres que acham que para serem mulheres têm que ser homens; que para terem sucesso têm que ser cabras glamorosas mas sem coçar tomates; que para serem elas mesmas têm que enterrar tudo o que as define; que para se apaixonarem e agarrarem um homem precisam de fazer grandes jogos para a presa se interessar, e que ,acima de tudo, para o conseguirem têm que competir pelo prémio da mais bela da aldeia como manda a tradição, têm que ser as maiores machistas de sempre e mandar sempre abaixo a suposta competição que é quem?- TODAS AS OUTRAS MULHERES DO MUNDO.E não digam que é por causa de estarmos em maioria; durante séculos fomos sempre a donzela da torre de marfim, idílica, pacífica, parideira e depois disso um empecilho. O nosso papel mudou, mas não dentro da nossa cabeça, onde quer que eu vá vejo que assumimos este papel mais ou menos consciente de uma das personagens do "sexo e a cidade", de uma pseudo musa de cigarro na boca à espera que componham algo em nosso nome ou fingimos que não é nada connosco.
É uma herança pesada, e dela importa apenas que sejamos nós mesmas, que não tenhamos medo de chorar ou berrar só porque o sexo oposto nos chama de histéricas, que não tenhamos medo de falar só porque achamos que podemos ser catalogadas de galinhas. Falamos mais porque tivemos sempre a incrível missão de traduzir o mundo que nos envolve aos nossos filhos, e por isso sim, não andamos à porrada, temos palavras, temos corpo e temos emoção. so what? É isso que tem que ser usado. Porque é essa a nossa anatomia. Porque é essa a nossa Jackie's Strength_

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